A luz é a coisa que faz as coisas visíveis. ​

Para cada um de nós, a realidade revela-se como uma combinação de momentos fragmentados, um presente sempre em movimento. Uma multiplicidade de pontos de vista que não são tidos mas assumidos, transientes a si mesmos, nem reais nem irreais. In Praise of Shadows é uma suite silenciosa de arte luminar no espaço executada pelo instrumento de luz 9:1. A composição é informada pelo fenómeno de adaptação ao escuro que ocorre no olho humano e profundamente inspirada pelo ensaio com o mesmo nome escrito em 1933 pelo romancista japonês Junichirō Tanizaki. 

Nerea Castro

Universidade do Porto

Apex Frontier VR é uma experiência de realidade virtual que explora um ambiente espacial onde o jogador se encontra retido em órbita de um planeta com a sua nave em modo de emergência. É possível explorar os arredores e interiores da nave.​

David Marques, Pedro Silva, Tito Machado, Vítor Araújo​

Instituto Politécnico do Cávado e Ave

Simulação de um sistema de vida artificial com música e gráficos gerados em tempo real. O objectivo desta instalação é proporcionar um experiência audiovisual imersiva e interactiva em que o utilizador pode assumir um papel no destino do sistema.

Henrique Couto

Instituto Politécnico de Castelo Branco

Um estudo musical sobre as trajetórias esféricas características de ambisonics e a percepção da velocidade de movimento num formato de reprodução octogonal. Explorando técnicas de captação dentro e fora de estúdio, o estudo combina diferentes paisagens sónicas num espaço de apresentação multicanal onde o ouvinte percebe a forma através do movimento.

Nuno Castro

Universidade Católica Portuguesa

 Desenvolvida enquanto primeira colaboração entre Gil Delindro(PT) e Adam Basanta(CA), esta instalação têm o seu foco inicial no conceito geológico de “Permafrost”, um tipo de solo encontrado no Ártico, constituído por terra e rocha permanentemente congelada.  Nesta camada , diversos organismos, bactérias e reservas de gás encontram-se armazenadas á milhares de anos. Com o aquecimento global, estas camadas têm vindo a derreter. A sua decomposição funciona numa espécie de feedback biológico -  enormes reservas de metano e dióxido de carbono são libertadas para a atmosfera e aceleram por sua vez o processo de decomposição e derretimento desta camada, criando fissuras e instabilidades no solo.

 

 Neste projecto, o congelamento é entendido como um método para “segurar” a matéria no tempo, a representação de um relógio.  Diferentes blocos de solo congelado são suspensos no espaço expositivo. Detritos desintegram-se do bloco principal e caem percussivamente numa plataforma preparada com sensores, microfones e altifalantes modificados. Esta plataforma funciona como um campo sónico vivo,  ao usar um código próprio, o algoritmo é influenciado pela queda, peso e disposição da matéria descongelada. Com o acumular da terra, o movimento da peça cria não só uma disposição escultórica imprevisível, mas também reacções incontroláveis entre frequências e oscilações dos altifalantes. A instalação vive como um oscilador gigante, um sistema efêmero semi-controlado que opõe simbolicamente dois tipos de imprevisibilidade e aleatoriedade  -  o orgânico versus digital -  o tempo geológico versus tecnológico. 

 

Créditos- 

Permafrost foi inicialmente desenvolvido enquanto projecto vencedor do programa europeu ENCAC, apoiado por uma residência artística no Centro de Arte LABORAL, em Gijon, Espanha 2017. 

Gil Delindro e Adam Basanta

VENCEDORES EDIGMA SEMIBREVE AWARD 2017

A música da compositora Laurie Spiegel tem origem numa aprendizagem clássica de alaúde pré-clássico e banjo, mas Laurie é também programadora, designer de software, videasta e uma académica frequentemente publicada. É reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho pioneiro com sistemas de música eletrónicos e de computador. Foca-se sobretudo no software interativo que utiliza a lógica algorítmica enquanto suplemento às capacidades humanas, e na estética da estrutura musical e do processo cognitivo. As suas obras mais conhecidas incluem a música feita nos anos 70 com o Sistema Híbrido GROOVE no Bell Labs, os seus trabalhos iniciais na transmissão online de música digital, a realização da Harmonia do Mundo, de Kepler, incluída no disco dourado da nave Voyager, e Music Mouse – um instrumento musical inteligente desenvolvido para computadores Mac, Amiga e Atari. Apesar de ser muitas vezes associada aos Minimalistas devido às particularidades rítmicas, modais e de drone presentes no seu LP The Expanding Universe, a sua música recente é consideravelmente mais negra e complexa, tal como é visível nos seus últimos CD’s Unseen Worlds e Obsolete Systems. Vive e trabalha em Lower Manhattan desde os anos 70 e deu aulas na Cooper Union e na Universidade de Nova Iorque (NYU), onde fundou o estúdio de música de computador em 1981.

No Semibreve Laurie Spiegel vai apresentar uma instalação da sua nova composição para a peça de vídeo Maya Deren: Prelude to Generating a Dream Palette de Peter Schmideg.

Peter Schmideg (1953-2014) foi um ator, dramaturgo, argumentista, realizador e locutor e produtor de rádio.

Laurie Spiegel

Instalação audiovisual que explora o conceito da apresentação de uma peça musical num espaço virtual. O objetivo da instalação é que o utilizador oiça os diferentes elementos que constituem uma peça em diversos planos de som e perspetivas. ​

Alexandre Mendes

Instituto Politécnico de Castelo Branco

Sensis é uma instalação artística que permite uma experiência sensorial per se através de estímulos audiovisuais, resultando na criação de um ambiente imersivo com o material que vai sendo despoletado à medida que a pessoa caminha no espaço. Através da análise e desconstrução de um poema da memória coletiva do Povo Português, aflorando particularmente a Poesia e o Fado, a reflexão dos criadores gira em torno da exploração e apropriação de signos e significados enquanto essência criativa para a manipulação dos materiais.​

António Baía Reis, Roberto Vaz, Suse Ribeiro e Tiago Dionísio​

Universidade do Porto

Xadrez 1 é um motor de xadrez utilizado para obter material musical em vivo e poder gerar música em tempo real tendo como parámetros o desenvolvimento dum jogo de xadrez.

O xadrez é provavelmente o jogo de tabuleiro mais antigo do mundo. A sua grandeza vem de ser um jogo de regras simples, mas de uma complexidade e profundidade praticamente infinita.

Esta peça tem a vontade de traduzir as mecânicas do xadrez em música, a tentar procurar as singularidades do jogo. 

Lucas Rei Ramos

Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo - Porto